sexta-feira, Abril 22, 2011

Rainy Days


Estas noites de chuva são intrigantes. Sentada à janela penso se não poderia vestir antes a gabardina e ir dar uma volta, para confundir as lágrimas com a intensa imensidão de água que teima em cair. Talvez porque já nem eu me conheço, e talvez nem queira conhecer-me outra vez.

Quando falo em voz alta e digo o que sinto, não me conheço. Não sou eu nas dúvidas que tenho e não vejo resolvidas e nem faz parte de mim dar gargalhadas em seco ou chorar ao som da única música capaz de um efeito tão negativo em mim. Nem sequer combina comigo gostar de dias como este em que parece não parar de chover. Principalmente, não há mais em mim a inspiração que abundava, e pergunto-me todos os dias para onde foi ela. 

O jeito de poeta não me esta nas veias, mas estava em mim a arte de juntar palavras e fazer coisas giras, e já não consigo. Não sei sequer porque tento. Entristece-me mais ainda quando tenho que apagar o preto no branco, ou porque está demasiado preto, ou demasiado branco, ou porque simplesmente está lá e não pode, ou não deve.

domingo, Março 20, 2011

Amanhã há mais.
Talvez, sempre um talvez. E enquanto isso, vou sorrindo.

quinta-feira, Março 03, 2011


Are we going anywhere, Love?

quinta-feira, Fevereiro 24, 2011

Novembro de 2009 *

Imagino-te e é quase como se o mundo se submetesse àquele momento. Sou abalada por um turbilhão de sentimentos inacabáveis que, de uma maneira inexplicável, me deixam cada vez mais louca pelo teu ser. Tens a beleza inigualável das paisagens das fotografias fascinantes daqueles lugares que sonho visitar, quando faço pesquisas na internet ou folheio uma revista de viagens, o perfume envolvente de um campo de flores no qual podemos passar horas deitados, tão deleitados que nem damos pelo tempo passar, a calma e tranquilidade das praias exóticas dos postais das lojas de lembranças e tantas outras coisas que poriam qualquer pessoa naturalmente desfeita em desejos e rendida a tamanhos encantos. Nunca te disse que sonho contigo todas as noites, nem que me imagino nos teus braços ano após ano, nem que tens esse teu charme irrepetível pelo qual anseio ser capturada. Acho que nunca vou ter tempo para te dizer que nunca me senti assim, afinal sou só uma menina com pouco aspecto de senhora.
Mas, se me deixares, posso tentar fazer-te feliz.
Apesar de pensar que nem todo o tempo do mundo é suficiente para viver a utopia que o meu cérebro se ocupou de criar, viver ao teu lado era a melhor maneira de ser feliz. Não me perguntes como nem porque, só sinto que isso é verdade. É quase como conseguir sentir o que sinto por uma pessoa que não mora na porta ao lado, às vezes acho que estou a sonhar, mas não demora mais de 3 segundos para perceber que cada vez mais és a minha realidade, e estou presa a ti.
Não é de hoje, nem de ontem, e tenho a certeza que não será só mais amanhã.

(E hoje tenho a certeza disso ♥)

segunda-feira, Fevereiro 21, 2011

Passinhos Pequeninos*

Dá-me um abraço de cinco minutos, em pelo menos dois deles o meu coração sente-se cheio de ti, por inteiro. Quando fechas os olhos e me abraças, com força, em dois minutos desse abraço somos só eu e tu. Os outros três estão fora do meu alcance.

O mundo lá fora pode esperar por Nós e é bem mais fácil do que imaginas. Para Ti, Eu sou fácil de encantar, és naturalmente fascinante.

Miss You, Little Love*


segunda-feira, Fevereiro 14, 2011

Bilhete de ida*

O meu coração, desde aquele dia, não está mais em mim, mas entregue numa morada personalizada, a 10000 metros de distância da minha. Ele não vai voltar para a minha casa, porque foi assinado um contrato perpétuo com o morador dessa casa, a 10 km da minha. Se ele rasgou o contrato eu vou ficar na caixa do correio, se ele o guardou bem guardado posso habitar ao seu lado, se ele o largou após assinatura vou vivendo longe e perto. Inexequível é a retoma. As cláusulas do contrato que ele próprio assinou a tinta preta, como manda o protocolo, expressam claramente que é impossível um coração preso desta maneira voltar ao armazém. Seja com defeito de fabrico, com mais ou menos arranhões ou quebras a verdade é que ele vai ter-me eternamente, nem que seja só na caixa do correio.
Esta noite não vais sentir-me, nem ouvir-me e muito menos ver-me, mas, inegavelmente, eu amo-te ♥

sexta-feira, Janeiro 21, 2011

Ausência *

Talvez esteja perto de mudar de mundo. Mas guardarei a chave desta bola de sabão, e vou visitá-la de vez em quando, porque as palavras virtuais não vão desaparecer enquanto eu não quiser. Mas vou comprar um andar novo, pintá-lo de fresco e mobilá-lo de letras. Afinal, é uma das minhas actividades favoritas, onde posso ser quem eu quiser, quando, como e onde me apetecer.
Tendo em conta que um talvez não é uma certeza, por agora fico por aqui, refugiada no que me resta para recordar. Existe saudade de renovar o meu espaço e os dedos até estão eléctricos, mas não. Por agora vão permanecer quietos. Pelo menos, por agora. Talvez porque me falte impulso. Talvez.


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